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| 09/11/2006 |

Vale a pena conferir!!!!! de 08/11 a 12/11
08/11 Quarta-feira – Marcelo Ska – com muita mpb principalmente dos “novos”, pop e poesia!
09/11 Quinta-feira Geraldinho Buarqueando –Especial com o melhor e mais completo repertório do poeta Chico Buarque.
10/11 Sexta-feira – houve um ganhador de nosso democrático sufrágio musical, mas por incompatibilidade de agenda este não poderá se apresentar, estando então em aberto aos demais escolhidos de nosso público. O resultado nesta quinta com a divulgação da agenda de sexta!
11/11 Sábado Elcio Músicas Populares Brasileira, samba, bossa muito bem representada por quem entende.
12/11 Domingo Douglas Dantas - Mpb e pop com estilo!
Exposição da Artista Plástica Priscila Fernandes
Escrito por Lys às 16h16
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Compasso
Apuro o passo
No compasso deste ato
Me desfaço
Em destroços
No teu colo
Me entrelaço
No abraço
Dos teu braços
Afino o faro
Sinto o cheiro
Do teu corpo
Roubo um beijo
Embalado
Ao acaso
Tantos toques
Todo Tato
Fino trato
Adormeço
Ao teu lado
Ao compasso
Do cansaço
Deste ato
Escrito por Lys às 16h14
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Tolos
Alguns tolos fecham seus olhos
diante da caótica visão do mundo
Dizem ser integrantes ativos
ativistas, "volontários"
trabalhando em causas sociais...
Visando o que?
A politica umbiguista da auto-promoção?
O perdão eterno diante de si mesmo?
Para que pensar e não agir?
Querer tanto e não fazer?
Sonhar tanto e não realizar?
Se camuflando atrás de bandeiras e estatutos
Ongs, Oscips, Org sei lá mais o que
Tomaram uma dimensão quase épica
Mediocridade inata!
Sensibilidade morta!
Solidariedade falsa!
Humanidade triste!
Escrito por Lys às 14h33
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| 06/11/2006 |

A imagem urbana
Libera a invenção poética
Fazendo com que
Aprendamos a lidar com fantasias e devaneios
Sentimentos, pensamentos, razão
Montando essa nova renascida linguagem
Decodificando cada experiência singular
É uma modificação de valores
Ressurgindo inspirações
Ressuscitando sentimentos
Dando asas ao discurso livre
Falando para seus habitantes
A poesia é a linguagem da alma
É a solução universal
Cantada em versos
Vamos fazer ecoar em seus ouvidos
Surdos pela hipocrisia da sociedade
O sentimento único
De uma alma guerreira
Séculos virão à tona
Para enfim livres
Falarmos de emoções
Escrito por Lys às 16h06
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Pra que sentir ciúmes?
Pra provar que algo nos pertence
E que não poderá ser tocado por mais ninguém?
Naquele “Sarau” tive a prova viva
Poesia encanta a alma
Transmuta nosso ser
Ali não temos dono
Não temos sexo
Não temos pudor
Não existe a falsa modéstia
O Falso moralismo
Todos são livres pra vomitar suas rimas
Crocitar suas poesias
Pois, somos sobrevivente
De um sistema caótico
Temos a insanidade latente
A sensualidade crua e profana
Como nos “Sabbats”
Nus à pelo
Revestidos apenas
Com nossas rimas
Escrito por Lys às 15h13
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Modéstia? Pra que?
Se no fundo me orgulho
Se no íntimo meu ogo vira super
Alter-ego ide-ego, sei lá
Não vem ao caso
O que sei é que aquela voz ecoou
Todos ouviram meu nome
Sua atenção era minha
Um mitológico imortal
Cantando versos em homenagem
Revestida com coragem
Timidez encobertada pelo porre
de poesia, falta de sono e é claro,
Um nível anormal de álcool no sangue
A marofa correndo solta
Me deixei encantar por minutos eternos
Dançando sem música
Ao som de sua poesia
Desejando apenas caminhar
Livre como a criação e a alma
Saí do Satyrianas mais leve, mais viva,
Mais “eu”
Kra valeu!
Escrito por Lys às 15h07
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| 05/11/2006 |
Com a licença do mestre Chacal, posto aqui a poesia "Cândida", que foi a saideira do Cep no Satyrianas 2006, e que foi falada pelo mestre e dedicada a mim... quanta honra!!!!

Escrito por Lys às 00h22
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O Cep no Satyrianas deste ano arrebentou!!! Quem foi nunca mais será o mesmo!!!
Chacal: pra mim é o Kra, sensacional, legítimo integrante da galera Beat, um bam-bam-bam da poesia marginal, suas poesias tratam do cotidiano, da sujeira dentro do poema, , que há 16 anos vem agitando a cena poética underground carioca.

Leprevost: presença de palco, totalmente irreverente, contagiante, adjetivos mil, sua performance tanto falando qto cantando poesia foi demais, autor de textos desesperados que cantam martírios de beleza, que, por sua vez, sempre acabam deixando um gosto de impressão contrária, um brinde à vida, uma espécie de grito de socorro no estômago revirado de cada imagem violenta. São gritos contra a mediocridade.

Mario Bortolotto: Figura única, ele é admirador de Bukowski, Kerouac e a geração beat, Seu texto é extremamente político, na melhor acepção da palavra, sem jamais ser panfletário. Crítico sarcástico e feroz de toda a hipocrisia da sociedade, parte do indivíduo para falar do coletivo.

Pedro Rocha: Entrou no palco pra arrasar, expontaneidade, atitude inconformista e "antiliterária" 
Tavinho Paes: faltaria adjetivos pra ele, simplesmente lindo, um poeta multimídia, "ame-o ou deixe-o". Mas com tanto carisma e competência, é difícil "deixá-lo".

Marcelo Montenegro: Sua poesia ousa fazer sentido aos sentidos.

Pedro Lage: participa do movimento da poesia marginal

Ratos di Versus: Dudu Pererê, lindo, moleque que contagiou a noite, com entradas triunfais e muita sede de poesia, garoto lindo, Daniel, sério ao mesmo tempo irreverente, presença marcante e atuante, sempre que podia estava ao microfone, Carluxa roda beat no Cep, lindo, simplesmente demais!!!!!!!!: E é claro (ainda não consegui foto) o Maurição... que sem comentário, o Tutancamon dos Ratos. Onda avassaladora, tsunami poético, vertigem marginal!!!

Poesia Maloqueirista: Esses moleques que encheram de gíria paulista o chafariz da praça, não deixando nada a desejar perante o dinossauros do Rio, É a poesia jovem brasileira, de autoria de jovens que percorrem feiras, editam artesanalmente seus livros, que são vendidos de terreiro em terreiro, de porta em porta.
E claro, os não menos importantes, só que não sei o nome... estiveram outros poetas maravilhosos também, assim que conseguir os nomes, com certeza estarão aqui!!!!
Escrito por Lys às 22h17
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03/11/06
Presente de niver:
Ir ao Satyrianas, foi simplesmente maravilho, assistimos à algumas performances no Uroborus, lindos, não chegamos à tempo pra peça Inocência, mas voltaremos outro dia para vê-la, então assistimos à peça "Dorotéia":
As primas dona Flávia, sua filha Das Dores, Carmelita e Maura são feias, viúvas de luto fechado e reprimidas. Vivem numa casa sem quartos e mesas, não dormem para não sonharem, não conseguem enxergar os homens e sofrem de náuseas na noite de núpcias, mal que já atingiu várias gerações da família. Logo chega na casa das viúvas a bela Dorotéia, vestida de vermelho, prima rebelde e diferente das outras. Sempre enxergou os homens, nunca sentiu as tradicionais náuseas, abandonou a família ainda cedo, fugiu com um paraguaio, entrou para um prostíbulo e começou a cultivar uma preferência por homens de idade avançada. Decidiu voltar para a casa das parentes distantes após perder um filho e jurar que seria uma mulher de respeito. O confronto entre a linda Dorotéia e as três primas é a mola inicial da peça. Dorotéia quer se resgatar e levar uma vida como a das outras três mulheres. Para isso, porém, terá que passar por várias provações. Em primeiro lugar, precisa perder sua beleza. As três primas garantem que ela só estará pronta para ser como elas depois de visitar Nepomuceno, homem que vive solitário no mato e que lhe transmitirá as chagas necessárias a sua feiúra. O outro conflito apresentado em Dorotéia é a relação entre Das Dores e seu noivo, um par de botinas. Quando elas chegam na casa, desabotoadas, as mulheres ficam perturbadas: apesar de nunca terem visto um homem, estão conseguindo enxergar aquele par de botinas. Ao mesmo tempo, Dorotéia volta para a casa após o encontro com Nepomuceno e fica o suspense: ela conseguirá ficar feia ou isto é impossível? A filha de dona Flávia, porém, não sentiu a náusea tradicional em sua noite de núpcias. Rebelde, diz que vai ficar junto do noivo e garante que é diferente do resto da família.
Conheci o Ivan Cabral, kra sem adjetivos... simplesmente maravilhoso, figura ícone do teatro paulistano.
E também o Laerte Késsimos, lindíssimo e super gente boa, e ainda com a promessa de poder voltar pra assistir à Inocência como sua convidada!
Escrito por Lys às 21h42
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01/11/2006

Meu niver, 34 aninhos, e niver de "Moramento".
Duas datas, duas vidas, uma totalmente louca, e outra mais consciente.
Mas totalmente maravilhosas!!!!
Escrito por Lys às 20h12
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