Minhalma

02/12/2006

Outra vez

 

Poeira urbana

Fuligem

Olhos embaçados

 

Mesma mesa

Mesmo bar

Outra essência

 

Várias vozes

Vários seres

 

Vertigem desenfreada

Delírios coletivos

 

O declínio

Me disperso

 

Tento o equilíbrio

Loucura e sanidade

 

Lucidez subversiva

Já não me pertenço

 

Incompleta e relutante

Busco abrigo

Ao vazio da solidão


Escrito por Lys às 16h59
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Ao meu adorado amigo Ivan Cabral!!!!

 

Nesta imensa cidade

Seus habitantes andam muito esquecidos

 

Muitos marginalizados,

Outros, descartados

 

A maioria egoísta, se fecha

Em seu mundinho medíocre

 

Mas, aparecem pessoas como você

Que fazem parte da burguesia cultural

 

Fazendo reacontecer a história,

Numa busca inquietante e humana

 

Na sua singularidade

Se destaca dos demais

Servindo de veículos para manifestações

 

Silenciosas, mas potentes

Por intermédio da Arte

 

Gravando à ferro e fogo

Dissecando o mito e o pudor

Colocando por terra o falso moralismo

 

Ampliando os horizontes

Fazendo eclodir esperanças

Em corações devastados

 

Contidos em sua própria inércia

Impulsionando vertentes positivas

Modificando o curso dos acontecimentos


Escrito por Lys às 16h57
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Buraco Negro

 

Não posso precisar,

  quanto tempo ocorrera a explosão

 

Houve o Colapso

Antes mesmo de alcançar a nebulosa

 

Após um longo período de luz e brilho,

Meras futilidades.

Me contraí quase à insignificância

 

Penetrei na fenda espaço/tempo

Distorcendo o espaço ao meu redor

 

Não sei em que tempo

Ou em que região do espaço

 

Agindo como lente gravitacional

Nem me apercebendo a proximidade de um

Grande Buraco Negro

 

Sentimentos e emoções

E tudo ao meu redor

Pareceram desmoronar

Naquele momento.

 

Nem tua luz ofuscante

Nem a explosão de uma Supernova

De Luz e Energia,

Impulsionando as contrações incessantes

Fazendo com que tudo seja sugado.

 

Estará livre

Das entranhas deste desconhecido.

O universo cosmo-humano!


Escrito por Lys às 01h13
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Certeza

Ainda sinto teu toque
Meus pelos ainda se ouriçam

Cada momento ao lado, eternizo.
Cada segundo, se multiplica.
A curva espaço/tempo perde a trajetória
Distorce, contorce
Para nos acolher.

Teu cheiro ainda está em mim
Provocando reações químicas-sensoriais
Sensuais, ativando a libido da alma

Teu gosto em minha boca
É o que sacia
Me fortalece e me impulsiona

Tua presença ausente me distrai
Nestes momentos em que posso te sentir
Mas impossível te tocar

Não tenho pressa.
O tempo é meu comparsa
Meu amigo que,
Como te leva, te busca novamente.

Estes momentos de separação são necessários

Afinal, como teria tanta certeza
De tua presença constante em mim
Se não tivesse tuas ausências?


Escrito por Lys às 01h06
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30/11/2006

Fatos do dia-a-dia

 

Mais outro amanhecer e continuo sem entender

Dia frio, cinza, vazio, caminho só pensando

 

Sorvendo cada momento, absorvendo cada resquício de sentimento

Tentando compreender o vazio que há na cidade

 

Pobres daqueles que encarcerados em seus condomínios buscam segurança

Em seu refúgio de grades e cercas elétricas

Tentam se afastar da realidade dura que os cerca

 

É, deve ser muito sofrido, parar com seu automóvel de luxo

Temperatura amena, cercado de conforto

Em um farol, onde um ser lhe aborda para vender bala

 

Um ser sujo, mal vestido, sobra da sociedade

Pela repulsa, é claro, muito compreensível, nem se dá ao trabalho

De apertar um botãozinho, que é isso? Iria abafar seu ambiente

Impregnar um local que estava tão agradável.

 

Dispensar sua preciosa atenção àquele ser inútil, pra que?

Não colocara no mundo, não fora sua genitora

Nem tampouco, responsável pela situação ultrajante em que vive?

 

Imagine, prorrogar seu compromisso importante

Afinal aquela bolsa Louis Vuitton não pode esperar

São gêneros de primeira necessidade!

 

Para simplesmente dar um trocadinho em troca de uma bala.

Trocadinho? Não teria, afinal é muito perigoso,

Numa cidade violenta, andar com dinheiro na bolsa?

Carrega simplesmente seus múltiplos cartões internacionais,

Todos com seguro anti-furto, é claro.

 

Não por favor, não toque no vidro, iria manchá-lo, esses dedinhos sujos, suados,

Afinal o farol já abriu, e poderá livremente abordar outra pessoa digna como ela.

 

E lá se vai, continuar seu trajeto até o shopping

 

E eu, admirando estes longos segundos, a digerir suas reações

Concluo: Pobres seres vazios, fúteis, corrompidos pela sua mediocridade

Incubados em seus mundinhos de luxo alheios à existência humana


Escrito por Lys às 22h26
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28/11/2006


Escrito por Lys às 23h34
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1° Baile de Máscaras Mostraclã

 

A festa onde a cor do santo não importa mais!!!

 

Com as bandas:

- O quarto copo

- Pindorama: a chave

- Capitão do mato

 

Data:  03/12 a partir dàs 18:00 hs

local:  Cultural Café, rua barão n°349 (em frente ao shoping de jacareí)

 

Ingresso: R$10,00 ou R$5,00 e um brinquedo em bom estado, (que serão destinados ao projeto de ação sócio cultural da comunidade do Bananal em jacareí, ministrado pelo nascmostraclã).

 

Ingressos antecipados no cultural café em jacareí.

 

Na entrada seu ingresso será trocado por uma máscara produzida pelo NascMostraclã.

 

(mais um ato de educação NascMostraclã) 


Escrito por Lys às 15h51
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