Minhalma

03/02/2007

Tristeza do Vazio

 

Os pensamentos perpassam por mim diluindo-se em incertezas

Cada vez mais profundas,

Mergulho no azedume desta noite escura sem lua

Que até parece,

Zombar de minha inquietude

Integram-se aos meus lamentos

Silêncio mortal galgando as horas, impiedosa,

Momento cruel para indagações

Não sei se há respostas, nem sei se as quero

Sinto-me frágil, indecisa

Sinto tamanha impotência diante da arrogância venenosa

Desta tristeza torturante, tortuosa

Não há saudades há sentir

Não há lágrimas para chorar

Vejo um abismo se formando desta incerteza

Num redemoinho letal de sinistra penumbra

E a noite ri, num sorriso macabro

Deste vácuo de dor e sofrimento

Da tristeza do vazio...

 

 


Escrito por Lys às 17h01
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02/02/2007

Realidade Crua

 

Não sou anti-patriota, talvez apátrida

Meu coração que antes vestia-se de verde-amarelo

Manifesta seu pesar sob um véu negro

Se acanha diante da sensação de impotência

Se desmancha em lágrimas pelo descaso

Se esconde demasiado fraco à lutar

Realidade sórdida

Pesadelo sinistro desta cidade em luto

Assistindo à este cenário mórbido

Enterrando seus filhos, nas entranhas de sua negligência

Inocentes, mudos, inértes, soterrados

Oferecidos em sacrifício no ritual macabro do descaso

Gritos abafados, ecoaram silenciosos pela cratera

Calaram todo murmúrio do horror

Tristeza indecifrável, perda irreparável

E seus autores? Que um dia juraram honrar sua profissão de engenheiro

Com ética, dignidade, respeito à vida e ao meio ambiente...

Tudo em vão ... Palavras solenes forjadas... perjúrio descarado!

Desfilam impunes pelo noticiário, enquanto,

Vários inocentes sofreram

Embalados pela canção da morte.


Escrito por Lys às 13h49
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31/01/2007

Este poema fiz pra um amigo que está na dúvida entre o novo e o costume!

A você amigo

É hora de ousar.

Jogar fora as figurinhas repetidas!
Chega de revirar as gavetas atrás do passado,
Cheira à Naftalina...

O sangue quente que sentes
É sinal de um coração à pulsar, à bater...
Em busca do novo, do inusitado!

Dê um passo à frente!
Pule, se não conseguir!
Se não tiver forças,
Grite, grite como um gladiador em plena batalha,
Batalha pela felicidade.
Mas não desista, não destrua teus sonhos.

Não queira retocar seu passado, remaquiar sentimentos,
Não remonte o passado ignorando o futuro,
É hora de voltar-se para dentro.
Sentir as indecisões de sua alma.
Reformar esta vida.

Ousar ser feliz!


Escrito por Lys às 00h01
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Integrantes:

Ewerton Nunes (bateria)

Charlie Sanches (guitarra)

Wilson Abreu (percussão)

Julio Pala (voz)

Denilson Campos (baixo)

Voltada ao público jovem, a banda Capitão do Mato possui um estilo bem definido que mistura o rock aos ritmos brasileiros de raiz (côco, maculelê, maracatú, boi etc.) podendo ser chamado de autêntico “rock brasileiro”.

Formada por músicos experientes que já tocaram com artistas conhecidos da região do Vale do Paraíba a banda existe desde 2003 quando começou seu trabalho de composições e a gravação do CD.

No último ano a Capitão do Mato fez shows pelo Vale do Paraíba, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, participando de grandes shows, mostras e festivais de instituições como SESC, Prefeituras e Fundações Culturais além de ter tocado ao vivo na MTV, no programa “Câmbio Mtv” em fevereiro de 2005, tendo sido transmitido ao vivo e reprisado por mais quatro vezes para todo o país.

No Vale a banda tem tocado nas melhores casas noturnas: Anexo da Nena (SJCampos), Cervejaria do Gordo (Lorena), Nud (Jacareí), Tcharles Bar (Sto. A. do Pinhal), Albatroz (Itajubá-MG), Terrana (Piquete), Manguetown Music Bar (Guaratinguetá), La Bodega Music Bar (Caçapava), etc.

É impossível ver os caras tocando e não agitar o esqueleto! E sem contar com a performance Maravilhosa do voval Julio Pala que é contagiante!!!

Dia 02/02

Em Caçapava

No La bodegas Music Bar

Aproveitando para apresentarem o Novo CD, que estará nas lojas após o Carnaval

 

Rua 15 de Novembro, 443 - Centro - Caçapava-SP - Informações e reservas pelo telefone: (12) 3655-6454

 

 


Escrito por Lys às 15h46
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30/01/2007

Despedida de uma estação

 

Vento que sopra a poeira

Do que não restou

Levando fragmentos de você

Deixando apenas mais uma cicatriz incrustada

Se penso que foi em vão,

Entoa, lembro que se tenho saudade,

é porque em algum momento foi bom

A paixão é como o tempo

Se não viver o hoje,

perde toda magia do momento

O amanhã de nada sei

Sei que estou mais forte

Vivendo o agora

E todos os dias que o sol nasce

O meu coração comemora

A ausência é o que fará bem

E as essenciais lições que vieram também

Vá voar por aí

Vá com Deus!

O que procuras não está em mim

Mas em outrem

O grande barato de viver

são os encontros e desencontros

é como uma longa viagem de trem

a cada curva,admirar novas paragens

E a cada estação

Uma nova descoberta

Fascinante, passageira ou não

Simplesmente livre... em cada estação!


Escrito por Erica às 17h49
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Charme da noite

 

Fluidez da noite

Espaço multi-constante

Das sombras ultracolorante

Permaneço distante

Da luz perfeita e amante

Lua linda e brilhante

Esconde seu charme no hábito do diamante!


Escrito por Erica às 17h21
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Apenas quero

 

Não sigo fórmulas prontas

Não coloco moldura

Não busco sentido moral das palavras

 

Me desvio da métrica

Sou avessa às rimas  

Fujo dos estilos

 

Nem busco sentimentos precisos

Apenas o vago do coração

O claro-escuro das sensações

 

Não quero transcender o concreto

Nem cair na mesmice retórica pelo moralismo ideológico

 

Quero desmistificar

Inventar, exultar o irreverente e cáustico

Reinventar a realidade

Sentir as indecisões da alma

Criar alucinações sensoriais

Vomitar minhas verdades

 

Apenas quero,

Escrever livremente...


Escrito por Lys às 16h45
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29/01/2007

A poesia

Poesia transcende a alma
Transmuta nosso ser.

Transporta para outro universo, onde,
Não temos sexo
Não temos pudor
Não existe a falsa modéstia
O Falso moralismo

Todos são livres pra vomitar suas rimas
Crocitar suas poesias

Pois, somos sobreviventes
De um sistema caótico.

Temos a insanidade latente

A sensualidade crua e profana
Como nos “Sabbats”

Nus à pêlo,
Revestidos apenas,
Com nossas palavras.


Escrito por Lys às 19h52
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Caminhada

 

Chuva que cai molhando a gente dessa terra

Somos todos um só

Só é a multidão

A multidão é solidão

Pisar com os pés descalços no chão

Chão de batalhas, de lutas

Travadas com certeza

De que um dia desfrutemos de sua divina beleza

Nossa guerra é com destino que nos cerca e rodeia

Agora ouço com clareza

O badalar do sino

Que emana a simplicidade e a fé

na incerteza que não andamos em marcha ré....

                           


Escrito por Erica às 19h25
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Imagem é tudo????

 

A imagem do Brasil lá fora, no exterior:

Famosos pela: música "carnaval",

Pelas praias "mulheres peladas",

Pela natureza "ainda vivemos como índios",

Pelo futebol "pentacampeão" e

Pela sexualidade "tráfico de prostituição"

Afinal, que se danem os gringos!

Boicote ao filme tal porque retrata uma realidade distorcida...

Boicote ao documentário que ganhou Sundance...

Manifestações contra um gordo americano que mijou na Bandeira Brasileira...

Chega de criar polêmicas!

Ora,

Preocupemo-nos primeiro com que acontece aqui diariamente,

Com algo mais real, mais palpável, mais próximo

Preocupemo-nos com nossas crianças que diariamente se engajam

Em sub-empregos, ou até mesmo são "vapores", "aviões", "fogueteiros"

Dentre outras coisas do gênero

Preocupemo-nos com más condições estruturais,

Com carência social das comunidades

Com o que uma sociedade tão injusta em educação, renda, lazer e oportunidades pode oferecer.

Em arrumar a bagunça ao invés de joga-la pra debaixo do tapete.

Com coisas mais importantes do que:

O que pensam de nós!!!

 

Vamos dar importância ao que é verdadeiramente universal,

Uma preocupação constante com o que é Humano,

Com nossas vidas

Vamos voar, nos libertar destes clichês.

Mas não há como voar com os pés plantados no chão.

Chega de sermos galinhas, e apenas dar pulinhos

Andando pra trás...

Eu quero meus pés grudado nas nuvens.


Escrito por Lys às 16h17
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