Minhalma

10/02/2007

Expressão humana

 

Liberdade de expressar e de impressionar

De ser, de agir, de estar

Estar aqui e acolá

Ser João, Maria, José

O que quiser

Atuar no palco da vida

Permite várias facetas

De legalizar, de ser careta

O mais massa

É causar milhões de sensações

Em diversas situações

perder-se, achar-se

esconde-esconde cotidiano

da grande sacada

de ser verdadeiramente humano!

 


Escrito por Erica às 18h14
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Despedida

 

Olhando – te, já ,

Deixas-me saudades

Terra que formou identidades

Desperta-me espírito de luta

Foi construída com alma astuta

Suas bonitas paragens do Banhado

Mata atlântica se mistura com o cerrado

E suas veredas em zonas de refúgio

Serão só elas que usam desse subterfúgio,

Quero tê-los na lembrança

Seja lá como for ou onde esteja

Com carinho, amor e destreza

Os carros nas rodovias, nunca a cessar.

Terra que encantou, encanta e

Nunca deixará de encantar....

Independente da visão que a ela olhar...

O crítico, o maluco beleza, o político,

A dona de casa...alguns destes a se alienar,

outros na tentativa de manipular

Mais cômodo é comodismo de não se informar

Esperança que esse quadro há de mudar...

Quando der o primeiro grito, nunca mais há de se calar,

Não me canso de esperar....

 


Escrito por Erica às 18h02
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Olhos a me ver no escuro

Grosso mundo

                                                                   Quero tudo e ouço muito

Ouço nada faço tudo

O agora, já é o depois

Antes não sabia, depois é certeza

De que?Do que não sabíamos?

Conhecimento e descobrimento são a cada segundo

Memória, rumo, sonho surdo.

A memória é surda

O rumo sempre muda

Certo? Errado?

Tudo tem seu lado,

A decisão que no momento confirmado, foi firmada

Fez o gesto só e calada...

Pra saber do futuro, sobre a cura

Confia na noite escura!


Escrito por Erica às 17h59
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Instinto desencontrado

 

Droga de vida, esta, vivida,

Escarrada, cuspida,

Se faz cumprida,

Pelos momentos por ela... vida comprimida,

Ou será por um momento, o tempo....

Que se faz de amigo, doce e violento,

Joga o doce tempo no vento

É como um tormento, maldito e adorável instinto

Que busca a essência

A transparência,

Encontra-se a ausência

do que vai ao seu encontro,

que finje caminhar ao teu lado

Curtos momentos de êxtase

após o tranco, num barranco,

O peito enche de pranto

Envolve a alma com o manto

Da sensatez e da candura

Atingindo o extremo da sua loucura....

 


Escrito por Erica às 17h56
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Embriaguez

 

Solidez,

Embriaguez

Na suave nuvem...

da maluquez

De vez...

Através...

Dos olhares!

 


Escrito por Erica às 17h51
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Esta é do meu amigo "maldito" Diego Magheize

RASTEJAR E VIVER

Cinco e meia da manhã
Sou acordado pelo pavor
Um som pontiagudo em minhas neuróses
Que vem de um objeto sem sabor

Levantar-me para construir o que?
Para comprar ou pra vender?
Para fingir ou para esquecer?

Uma carga horária
Mascarar-me até as oito
Uma tortura diária
Me deixa louco e afoito

Dou-me as horas por nada
Alguém tira proveito
E a mim sobra a laca
O lodo, o morto

Minhas vontades em segundo instante
Minha filha cresce e eu distante
Olho meus bolsos, vazios
Minha carteira?Calafrios...
Olho o futuro e me arrepio

Nessa luta mentira
Vejo o quadro social
Consumir, pagar propina
Me sinto tal um animal

E mesmo se o contrário fosse
Não veria a beleza
Quando sentei-me ao meu trono
Olhei do alto com tristeza

Hoje percebo sem duvidar
Não há o inteiro no modo escolhido
Sempre haverão desigualdades
Providos, desprovidos

Então continuemos a competição
Depois não reclamem de assassino ou ladrão
Deixemos os valores tomarem o papel principal
E que cada um tome suas decisões como algo natural

Não falo de anarquia, nem de celibato
É uma questão de geografia
Seremos sempre vassalos

Castiguem meu corpo e roubem minha vida
Carregarei minhas pedras
E aberta essa ferida
Tirem-me a felicidade dando valor a objetos
Num escambo novo, tosco e sem nexo

Agora, meu pensamento não se esconde
Pertuba as cores mas não resolve
Não tira a sanidade do luxo
Como a bala de um revólver

Tenho ainda a esperança
Apesar de imensa a dor no peito
E do ódio que se acumula
Por uma sociedade que não tem jeito

Os que aprisionam meus demônios
São minha filha e em Deus a crença
Senão já teria matado ou morrido
Nesse mundo de indiferença

Continuarei aqui sentado em meus ideais
Fazendo fumaça, passando o tempo
Trabalhando por nada
Rastejando e vivendo

Escrito por Lys às 11h42
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Eu e o Tempo

 

O tempo é meu parceiro...

Naquelas tardes intermináveis,

Passamos horas incontáveis bebendo em parceria inevitável.

 

Me explicou sua união espaço-tempo

Sua trajetória até ali...

Mas não me mostrou o que faria!

Nem se me deixaria seguir só...

 

Até que um dia, me seduziu com seu encanto,

Me entreguei sem resistência,

Suas mãos percorreram meu corpo

Não tive forças pra recuar.

Me penetrou até o âmago de minha alma

Me conduziu ao nirvana supremo!

E no ápice desta união,

Num frenesi de luzes e cores

Adormeci em seu peito desnudo.

 

Quando acordei, a lua já visitava meu quarto

Te procurei e só encontrei uma mensagem

“Parti para seguir meu caminho

Não posso ter preferidos, nem me envolver

Não sou estático, nem palpável

Sou etéreo e inconstante!

Te mostrei por onde caminhar,

Daqui pra frente, apenas sentirás minha influência”

 

Então entendi: o tempo não tem dono

Não se apega, apenas passa... agora, não mais cruel...

Apenas comparsa, cúmplice de um deslize.

E de lá pra cá, sinto que me curei!

Despertei, remocei para a vida!
Escrito por Lys às 11h23
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09/02/2007

Nossas Vidas

 

Eu, sem você?

Claro que viveria!!!!

Mas,  o que seriam de minhas manhãs?

Sem seu olhar perdido a me dizer "Bom dia",

Sem estas noites intermináveis de inquietante calor.

Em que você me refresca com seus beijos.

Sem estas semanas atribuladas.

Em que meu stress beira à loucura,

e você suporta a tudo me abraçando

com um sorriso sincero estampado no rosto?

O que seriam das cervejas, se não deixasse o "restinho".

O que seria desta casa,

se no passar dos dias,

tudo permanecesse em seu lugar?

As roupas no cabide...

As louças sujas na pia...

O banheiro sempre seco...

Viveria sem tudo isto!!!!...

Claro, mas não seria...

a nossas vidas unidas...

não seria minha vida...

Você já é parte  integrante deste elenco

Que escolhi pra estrelar esta peça épica: "Nossas Vidas"


Escrito por Lys às 16h37
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Reflexões Cotidianas II

 

A escória de nossa sociedade,

É o resultado de nossa arquitetura da exclusão.

 

Urbanismo, que deveria ser a arquitetura da evolução  pública,

É apenas mais uma massa inútil,

E nosso sistema apenas serve de controle,

Vigilância,

Repressão, e

Marginalização.

 

Um filtro para os olhares sublimes

A purificação do lixo pelo lixo...

A mutação resultante da aberração econômica.

Que não produz,

Não integra,

Não circula,

Não consome...

Apenas é consumido

Se tornanado a excreção visual,

A mancha que turva os olhos capitalistas.

 

Deve ser removido a todo o custo.

 

Banimos o modo de vida simples

Expurgamos nossas referências...

 

Como podemos ainda assistir passivamente

A este ritual macabro?


Escrito por Lys às 09h43
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Reflexões cotidianas

  


Porque construir edifícios se de tão juntos

Distanciam as pessoas?

 

Restaurantes jogam-no fora diariamente

Kilos e kilos de comida

Enquanto a fome se alimenta do lixo

Proscritos escondidos da vista e da moralidade.

 

Para que lotam-se igrejas e templos,

se estes mesmos fiéis tropeçam na negra realidade

os dejetos da via pública!

e apenas torcem seu  nariz puro pela visão miserável

das profundezas do asco e da inumanidade,

classificada como uma excreção visual.

 

Já tentei entender o posicionamento do homem face ao mundo,

Os questionamentos relativos à sua existência e fim,

Todo papel que desempenha ao longo da vida,

Mas só consegui chegar à uma conclusão:

 

Que estamos condenados ao desaparecimento,

consumimos nossa existência em vidas

sem qualquer sentido nem grandeza...

 


Escrito por Lys às 09h39
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05/02/2007

 

Fonte: GLOBOESPORTE.COM e agências de notícias
 BELO HORIZONTE - Depois da verdadeira praça de guerra em que se transformou o Estádio Castor Cifuentes durante a partida entre Villa Nova e Cruzeiro, a Polícia Militar iniciou nesta segunda-feira as investigações para determinar os problemas durante a ação no jogo. De acordo com o chefe do setor de comunicação da PM, tenente-coronel Alexandre Sales, as imagens serão analisadas e uma corregedoria vai apontar os erros e excessos da PM. 

 

O Juízo Universal

 

As vezes sou meio mal educada

Somente por dizer o que sinto.

Não quer dizer que não tenha apatia alguma.

Sou apenas contra o materialismo capitalista,

Contra correntes estéticas,

Mas sou toda redescobertas, no mundo interior...

 

Odeio desejos recalcados construídos nas ruínas da possessão,

Na inércia das indagações do ser,

Na falta de perspectiva que cega os corações.

 

Cuspo nos pés daqueles que se condicionam em rigidez acadêmica.

Compadeço dos insatisfeitos apáticos emudecidos,

Diante da tirania mascarada pela mídia.

Escarro naqueles que, atrás de seus uniformes massacram,

Com seus exageros violentos a humilde massa descontente,

Lavando as ruas com sangue inocente.

Pregando a doutrina do mais forte...

Evidenciando a impunidade escancarada

Desta decisão monocrática

Proferida em juízo no Supremo Tribunal Universal!!

 

E ainda sou obrigada

A ouvir críticas por dizer o que sinto...

 


Escrito por Lys às 16h09
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Dura Realidade

 

Vago sem rumo

Digerindo essa vã realidade,

 

Onde estão:

Direito natural?

Consciência coletiva e social?

O que se vê:

A visão miserável!

Depositada nas calçadas,

Expostas em praças públicas,

Estampadas na mídia.

Sangram minha essência.

 

Diante da ignorância,

Diante da arrogância,

Obscena e obscura,

Tão podre que toma

Dimensões desconhecidas.

 

Sociedade esculpida em alicerces instáveis,

Inspirada em valores individuais,

Em taras de uma globalização hipócrita,

Caminha cambaleante,

Cambaleada.

A novos escravocratas umbiguistas!


Escrito por Lys às 08h11
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