Minhalma

23/02/2007

Devastação

 

Nesta madrugada sufocante

Amor e o Ódio lutam dentro de mim.

Essa incontornável batalha

Elementos essenciais lutam

até o limite de suas forças

uma força viva, latente, pulsante

Como um líquido que ferve, borbulhante

Essa água que queima, tão reconfortante, quanto intimidante.

Evapora e transforma toda calmaria em tempestade

Esse fogo que suaviza a indiferença emocional

Mas que alimenta meus anseios

Rumam a um oceano onde tudo deságua

Atraídos pela irracionalidade límpida

Com uma certa frieza, muitas vezes sufocante

Lutam para não apagar a chama da sua própria existência

 

E eu, oprimida por tanta racionalidade insana

Não quero me posicionar por meio da inércia

Nem pela indiferença, mesmo que muda.

Nesta devastadora batalha final

Que em sua singularidade define seu espaço-comum

Pensamentos, intimidades nunca confessadas,

Profundas ilegalidades à luz da moralidade

De uma tênue alegria dessa vida remediada

Dessa abolição total e brutal de todo e qualquer sentimento

Sirvo-me da precariedade de uma existência

Não tendo como impedir nem filtrar a separação dessas forças

Numa versão retórica do mundo

Me encontro à deriva

Nesta madrugada sufocante...

 


Escrito por Lys às 23h11
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22/02/2007

Consequências

Lá fora, Sol de 40 graus na sombra
Mas aqui dentro tudo cinza e frio

Perda, vazio,
Ainda tento entender
Mas não tenho mais forças
Esgotaram-se as  lágrimas
Escoaram-se os sentimentos
Rolaram na sarjeta, rua abaixo
Limpando até o lixo do caminho
Latas amassadas e bitucas de cigarro
Juntaram-se às minhas lágrimas
Numa dança tragicômica
E eu aqui vendo,
O sorriso irônico de minha angústia a zombar de mim

Lutar?
Contra quem? Eu mesma?
Como degladiar consigo mesma?
Nesta arena a qual já entrei perdedora?
Como tirar satisfações de atos impensados?
Como tentar consertar este passado tão recente?

É...
Tudo desmoronando
Tudo se dissolvendo
E além das muitas perguntas sem respostas
Continuo aqui sem reação... apática ... atordoada ... estática
A contemplar o semblante patético
Da minha Suprema Arrogância Ignorante !

PS: Este poema fiz pq consegui magoar alguem a quem amo demais e sei q nunca mais vms ter nossa amizade de volta, e o pior, este alguem é minha irmã!


Escrito por Lys às 16h08
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21/02/2007

Vento...

 

Vento, que sopra forte e contínuo

Levando toda a fumaça que restou

E até as cinzas do caminho

Agora escuro e deserto...

 

Espalhados por toda parte

Resquícios de uma queimada

De uma vida que das chamas, virou pó

 

E o vento com sua sabedoria infinita e milenar

Espalhou pelos cantos e recantos por onde passei

 

Atiçou a brasa quase morta de liberdade

Reascendeu uma chama à beira da extinção

Sua força incendiou e incentivou e recriação

 

Do fogo renasci

Forte, constante, cortante e febril


Escrito por Lys às 16h28
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Acho que me passei!

Nem sempre falamos o que queremos ou pensamos em falar o que vem ao coração

Palavras não foram feitas para serem jogadas à esmo, nem vomitadas, nem ditas em momentos de raiva.

Ontem , fiz umas das piores coisas da minha vida, machuquei muito alguém quem eu amo demais,

Poderia enumerar motivos, tentar achar explicações, tentar me justificar mas o que foi já é passado, e com ele não adianta, não terei como mudar, nem como voltar atrás,

Se arrepender? Pra que? Mudaria alguma coisa? Apagaria as palavras vomitadas? Cicatrizaria uma ferida aberta? Eu mesma respondo... Não!!!!!!

Tenho vontade de ir ai e te pedir perdão, sei lá, mas acho que não seria o melhor à fazer agora, tudo está muito latente!

Vou apenas esperar... que o tempo cure esta ferida que eu mesma abri, e talvez,

Ela nem seja recente, pois vem se formando todos estes anos, com o excesso de cuidados, te protegendo, tentando te  afastar da realidade da vida,

E quando se viu frente a frente com ela, não soube como lidar.

E eu não soube lidar com esta sua apatia também, mesmo sabendo que fui parte importante nesta formação.

Estou extremamente estressada, extremamente vulnerável, extremamente raivosa

Destas que nem vacina adiantaria, tipo aquelas que calmante somente fariam dormir, e, passando seu efeito estaria com minha língua ferina à solta novamente.

Nunca fui boa em lidar com sentimentos, principalmente com estes que me corroem, estes que estão me dilacerando e sufocando.

Mas to aqui... esperando... sentindo... esta dor da saudade, que sei, se tornará eterna, porque nunca mais será como antes, talvez por você, talvez por mim, ou, talvez por nós duas!!!

Te amo!!!! Se cuida!!!!


Escrito por Lys às 14h04
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