
Aos menos atentos
Nos tornamos pouco a pouco estrangeiros de nós mesmos
Deixando de lado coisas simples e essenciais
Matando nossos glóbulos de vitalidade
Abafando nossa liberdade inerente.
Envoltos em um quotidiano civilizado
Embalados por toda essa globalização incaracterística
A indiferença perante todo contraste moderno é absoluta.
A cumplicidade nos crimes faz-se do silêncio dos que não se indignam
Ou, que se indignam ao assistir aos telejornais
Se revoltam com genocídios ou um ato mundano qualquer
E rapidamente se esquecem seduzidos por uma propaganda medíocre
Aceitamos a mentira por uma questão de sobrevivência ou comodismo
Estamos desvalorizando tudo o que foi vivido e experimentado,
Desistindo de tudo que foi conquistado.
Onde está a sensibilidade natural para a necessidade dos outros?
A capacidade de dissolver barreiras entre as pessoas?
Não quero me tornar mero apêndice ou extensão desse sistema
Anseio por um profundo processo de mudança e transformação,
Independente que seja as custas de podar muita coisa, e só restar o essencial.
Buscar um propósito além do visível,
Erradicar o anacrônico, o apodrecido e o inútil
Pouco importa que sejamos temidos e tolerados, por sermos imprescindíveis
Apenas obrigaremos a todos a engolirem nossa presença
Brilhando no escuro, pois temos um profundo efeito sobre as emoções humanas
E mesmo embaixo desta tormenta que se instalou
Despontara o caminho que resgatará a dignidade e a sobrevivência.
Pois nossa função no mundo é transformar, nem que seja cutucando...
Escrito por Lys às 01h28
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