Desculpe-me pelo medo, pela tristeza e pelo rancor,
Ainda vivo no escuro sem conhecer o amor.
Mas se o vento souber que tenho meu próprio canto,
Talvez venha me tocar e dançaremos em seu manto.
Viajaremos em suave brisa, visitando novos mundos,
Seguindo o destino, navegando na raiz sem rumo.
Veremos o dia chorar, em sua total vastidão,
Com o Sol e a Lua brincar de descobrir a razão.
Voaremos por todos os vales, passeando no celeste vivo.
Receberemos a benção da terra, cantando velhos hinos.
Então venha, bem depressa e me toque com toque de Midas,
Tire a venda que me cega, embriaga-me com a própolis da vida.
Escrito por Lucas às 12h44
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